Acessibilidade: Uma solução para todos
Da redação: 05/08/2008
Acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida; definição dada pelo Decreto 5.296 de 2 de dezembro de 2004.
Ter acesso aos recursos da sociedade, as informações, ao lazer, ao trabalho é um direito de todo o cidadão. Entretanto existem pessoas com mobilidade reduzida que necessitam de algumas condições especiais. São elas, segundo a NRB 9050, portadores de deficiência, idosos, obesos, gestantes, entre outros que têm reduzida a sua capacidade de relacionar-se com o meio e utilizá-lo.
Para essas pessoas, o simples fato de se locomover pode ser um desafio, o direito de ir e vir em determinados locais pode se tornar uma missão delicada.
Infelizmente, ainda nos dias de hoje, a acessibilidade é um assunto que gera inúmeras dúvidas e preconceito por parte da sociedade. O tema que deveria ser tratado de forma comum e cotidiana é visto como uma barreira para muitas pessoas.
Na arquitetura e urbanismo, a acessibilidade é um enorme desafio a ser cumprido. Milhões de pessoas dependem de condições especiais para circularem nas ruas, fazerem compras, ir ao cinema, ir trabalhar ou simplesmente ficar em casa.
Para garantir essas condições existem diversas normas que estabelecem critérios básicos para promover a acessibilidade. Arquitetos ou Engenheiros devem assinar um documento emitido através do CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), onde se responsabilizam pela obra. É necessário também a fiscalização e aprovação da Prefeitura. Todo esse processo é feito para garantir melhor qualidade de vida às pessoas com necessidades especiais.
Segundo Orpheu Thomazini, Arquiteto e Vice Presidente do Conselho Municipal dos Portadores de Necessidades Especiais, em Mogi Mirim, SP, as maiores dificuldades que a acessibilidade arquitetônica e urbanística enfrentam são a falta de informação e o preconceito. “Falta que as pessoas entendam que acessibilidade é um beneficio” comenta Orpheu.
Um dos princípios básicos da acessibilidade urbana é a abolição das barreiras arquitetônicas que consistem em quaisquer elementos que impeçam a mobilidade. “Todos os meus projetos eu procuro não deixar nada que interfira ou atrapalhe. Sou a favor dos grandes pátios, das grandes praças, porque eu penso muito em quem não tem a facilidade que nós temos”, afirma o arquiteto que luta a favor da acessibilidade.
Orpheu afirmou ainda que é obrigação do Arquiteto ou do Engenheiro responsável pela obra alertar os empresários sobre as normas de acessibilidade e sua importância. “É dever do profissional dar informações sobre acessibilidade mostrando seus benefícios, além de conscientizá-los que esse ato não irá interferir na beleza, nem no custo da obra”, concluiu Orpheu.
Em entrevista exclusiva para o Portal Construir, o arquiteto Orpheu Thomazini deu algumas dicas de acessibilidade, confira e entenda um pouco mais sobre esse tema tão importante para todos:


|